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16/04/2014 - 08:58

Os desafios do transporte automotivo e os modelos internacionais


A indústria automotiva nacional dá claros sinais de retração e a queda nas vendas de veículos deixou os estoques lotados, o que resultou na desaceleração das produções e novos arranjos logísticos. “A baixa de volumes já começou e, junto com nossos clientes, ficou ainda mais necessário oferecer alternativas, soluções voltadas à nova situação imposta pelo mercado para enfrentar este momento difícil”, afirma Ronaldo Lemes, gerente-geral de operações da Transportadora Sulista, especialista em transporte automotivo.

A indústria deste setor já está madura para encarar esse novo momento, pois a entrada das grandes multinacionais puxou o nível de qualidade para cima, o que fez da cadeia brasileira uma das mais eficientes no que diz respeito a transporte, logística e operações. “A indústria automotiva brasileira assume a dianteira da terceirização logística, a exemplo do que ocorria com suas unidades internacionais. O processo acelerado do início dos anos 2000 nos permitiu aperfeiçoar os processos, o que garante a permanência no mercado apenas para quem tem know how e competência”, completa Lemes.

Esse “empurrão” fez fornecedores mudarem seu formato de trabalho para cumprir com prazos e a produtividade que o setor exige, pois a indústria automotiva internacional dita uma série de regras e parâmetros, influenciando as operações no Brasil. “Como as relações são corporativas – tanto para as montadoras como para a maioria das indústrias de autopeças – normalmente o cenário internacional gera impacto direto nas unidades existentes em outros continentes. As estratégias mudam em função de resultados nos diversos lugares onde as empresas estão presentes. O exemplo prático está ocorrendo neste momento de crise no mercado automotivo onde, devido às quedas mundiais de volumes, todas as plantas estão trabalhando na busca de soluções logísticas que possam reduzir as despesas com fretes, com o mínimo impacto na elevação dos estoques. O estudo é uma combinação entre os dois pontos”, avalia Ana Mendes, gerente de logística da Benteler Sistemas Automotivos, empresa que ajusta suas operações de acordo com o continente em que está inserido.

Isso acontece com a troca de experiências entre as plantas e grupos de trabalhos que analisam e adaptam as diversas ideias lançadas. Para Ana, não é fácil encontrar fornecedores que possuam um conjunto de fatores como preço, qualidade, perenidade, confiança, flexibilidade, comprometimento, proatividade, entre outros.

Momento atual - Para a Sulista, o momento agora é de atuação dentro do cliente, uma estratégia adotada há muito tempo pela Transportadora. “Reduzir preços é inviável, pois a indústria automotiva já pratica margens bem apertadas. A ideia é conhecer tão bem o cliente e suas necessidades, que estaremos ao seu lado para oferecer soluções vantajosas para os dois lados”, avalia Lemes. Para ele é fundamental estar próximo também porque essas grandes companhias internacionais possuem padrões logísticos que sempre tem muito a ensinar. “É importante lembrar também que toda e qualquer mudança neste setor é determinada pelo cliente final, que hoje está super exigente. Ele quer preço, qualidade, vantagens e serviços. Caberá à indústria o desafio de conquistar e oferecer o que ele deseja”, finaliza Lemes.

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