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09/01/2014 - 07:55

Proteção inseticida em pisos de madeira engenheirados


Piso de madeira “engenheirado”, também conhecido como “estruturado” ou “ecológico”, é elemento de qualidade, funcional e decorativo, capaz de superar as imitações de madeira feitas de material cerâmico ou outros materiais.

O piso de madeira “engenheirado” é produzido a partir da colagem de ao menos duas camadas. A primeira é uma lâmina decorativa de madeira nobre, com espessura de 4 a 5 milímetros, e base de madeiras de reflorestamento na forma de compensado ou de painéis de fibras de alta densidade (HDF – high density fiberboard), que servem como estrutura de sustentação para a camada superior. Papéis impregnados com resina melamímica são também uma opção para a formação da camada superior, possuindo menor custo, porém também apresentam menor resistência.

Dentro destas possibilidades é válido destacar as vantagens em termos de custo-benefício dos pisos de madeira engenheirado em relação aos outros materiais, principalmente quanto à beleza, variedade de estilos e cores das diferentes espécies de madeira utilizadas na camada permanentemente visível.

Os pisos Engenheirados, por serem produtos colados de madeira, apresentam muitas vantagens. A primeira refere-se ao melhor aproveitamento da madeira no processo de obtenção das lâminas, sem geração de resíduos, tanto na forma de serragem no processamento primário quanto na forma de cepilho no processo de remanufatura. A segunda refere-se à maior estabilidade dimensional das peças. O princípio da laminação cruzada nos compensados impõe restrição na movimentação das lâminas coladas, protegendo-as de alterações dimensionais, resultando assim em um produto altamente estável.

Além de ser uma opção econômica, eficiente e ambientalmente amigável, o uso de pisos estruturados de madeiras produzidos a partir de espécies reflorestadas teria um ganho extra com tratamentos preservativos adequados na linha de cola. O tratamento seguro e confiável prevê uso do preservativo químico Osmose CP50, da Montana Química, que tem como princípio ativo a molécula cipermetrina, que é um inseticida de alta eficiência e baixa toxicidade.

O tratamento com Osmose CP50 é feito a partir da adição do produto a cola, previamente à confecção do painel compensado. A concentração deve ser de 100g/m³ nas colas do tipo ureia/formol/melanina, e de 160g/m³ nos adesivos fenólicos. Estes são os dois tipos de cola mais utilizados na fabricação de compensados. A diferença nas concentrações deve-se à necessidade de um melhor ajuste em função da faixa de pH dos adesivos.

Osmose CP50 foi o primeiro produto nacional a obter o selo do Programa Nacional da Qualidade da Madeira, o PNQM, a partir da auditoria realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI). Para isso no ano de 2007, foram realizados diversos ensaios com amostras do preservativo aplicado em compensados. Os ensaios foram conduzidos de acordo com a metodologia proposta pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo). As amostras que tinham linha de cola tratada com preservativo Osmose CP50 em concentração de 100% apresentavam corte do tipo “bisel”, para exposição transversal da linha de cola, e uma testemunha sem qualquer tratamento. Ficaram expostas a um grupo de 40 cupins durante 45 dias. Ao final desse período, na amostra testemunha (aquela que não continha Osmose CP50) sofreu acentuado desgaste, com mortalidade de 59% dos cupins ensaiados. Na amostra contendo o tratamento com Osmose CP50, observou-se a morte de 100% dos insetos, sem que as amostras sofressem qualquer indício de desgaste. No caso da cola fenólica os resultados foram ainda mais expressivos. Além de não sofrer desgaste, em apenas 33 dias todos os cupins utilizados no ensaio morreram.

Os testes revelaram que a interação da molécula de cipermetrina com as colas é ideal, garantindo efetividade de desempenho. Essa atuação nos dois tipos de cola é equivalente e as concentrações indicadas mostraram-se as mais eficazes. Derrubou-se aí também um mito, segundo o qual as colas fenólicas não necessitariam de inseticida para proteger o painel dos ataques de insetos. O que se verificou é que sem inseticida o desempenho foi similar ao da amostra testemunha. Portanto, recomenda-se sempre a aplicação de inseticida na linha de cola em qualquer tipo de painel de madeira. Inclusive no caso dos pisos estruturados que utilizam lâmina de madeira nobre sobre estrutura de painel, seja ele compensado ou MDF.

A adição de Osmose CP 50 à linha de cola vai ao encontro das diretivas da norma ABNT NBR 16.143 – Preservação de Madeiras – Sistema de Categorias de Uso. Numa escala de 1 a 6, das situações brandas às mais agressivas, a norma prevê as categorias 2 e 3 para assoalhos localizados em áreas internas, protegidas da umidade e sem contato com o solo. A cipermetrina como princípio ativo está prevista nos dois casos, uma vez que a norma só especifica produtos preservativos que têm o devido registro no IBAMA.

. Por: Jackson Vidal, Pesquisador químico - Montana Química S.A.

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