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15/05/2013 - 07:28

ANP: 11ª Rodada atinge recorde de R$ 2,8 bilhões em bônus


Comemorou a diretora-geral da Agência, Magda Chambriard.

A 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) superou todos os recordes e somou bônus de assinatura totais de R$ 2,823 bilhões, ou R$ 823 milhões acima das expectativas da Agência e do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), que não ultrapassava, até a manhã do dia 14 de maio (terça-feira), os R$ 2 bilhões. Os investimentos totais nas áreas arrematadas deverão somar R$ 7 bilhões, “o que é muito espantoso, bacana, grandioso”, na avaliação da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard.

Também recorde é a previsão de investimentos do Programa Exploratório Mínimo a ser cumprido pelas empresas vencedoras que é de R$ 6,9 bilhões.

O recorde anterior em bônus havia sido registrado na 9ª Rodada, de R$ 2,1 bilhões. Os contratos com as empresas vencedoras deverão ser assinados no início de agosto deste ano e, até lá, os bônus terão que ter sido pagos pelas empresas.

Além dos altos valores que marcaram o leilão, finalizado antes do início da noite do dia 14 de maio (terça-feira), apesar de estar organizado para só terminar no dia 15 (quarta-feira), não são as únicas evidências de sucesso da Rodada, que ocorreu após cinco anos de intervalo desde o leilão anterior, realizado em 2008. O número de 30 empresas vencedoras, sendo 18 estrangeiras (de 12 países diferentes) e 12 brasileiras, também foi considerado um destaque.

“Vão se delineando contornos importantes, como o apetite da BG ou a OGX e a Queiroz Galvão se consolidando como operadores em águas profundas. Além disso, a Petra Energia vai se consolidando como operadora terrestre de gás natural. E a Total, que vinha apresentando pouco interesse no Brasil, volta com um novo apetite”, comemorou Magda Chambriard em entrevista coletiva concedida após o fim da Rodada.

A diretora-geral destacou também o retorno da BP como parceira da Petrobras, sendo que em alguns blocos, como operadora. Além disso, sublinhou a oportunidade que foi dada para pequenas e médias empresas, que mostraram interesse e levaram blocos no Recôncavo Baiano e outras bacias em terra.

“Todos os números mostram um sucesso grandioso, assombroso da Rodada, que bateu todos os recordes e trouxe a medida do apetite das empresas por áreas terrestres de gás natural no País”, acredita Magda.

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, destacou o que considerou uma “multiplicidade de atores”, referindo-se ao número de empresas vencedoras do leilão e que demonstraram interesse em novos negócios no setor. Segundo ele, o sucesso da 11ª Rodada responde a uma demanda deprimida após tantos anos sem leilões, mas também “à oportunidade exploratória, ao potencial do Brasil no setor e ao fato de que o País tem uma situação política e marco regulatório estáveis, tudo isso conspira a favor”.

Em entrevista concedida no final da manhã do primeiro dia [14/05], o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, negou que o fato de que as rodadas tenham sido paralisadas por cinco anos tenha causado prejuízo ao setor de óleo e gás. “Foi uma interrupção estratégica, pensada, articulada, avaliada com responsabilidade para que não causasse nenhum dano ao país”, disse.

Magda Chambriard também avalia que não houve prejuízo: “Com a espera foi possível tomar conhecimento e nos beneficiarmos dos resultados que as empresas tinham na África e na Guiana Francesa, que trouxe apetite de investidores, como mostram os resultados”, disse ela.

A 11ª Rodada licitou 289 blocos, totalizando 155,8 mil km2. Ao todo, 39 empresas de 12 países participaram, das quais 30 foram vencedoras, sendo 12 nacionais e 18 de origem estrangeira: Austrália (1), Bermudas (1), Canadá (4), Colômbia (2), Espanha (1), Estados Unidos (2), França (1), Guernesei (1), Noruega (1), Portugal (1), Reino Unido (3).

Foram arrematados 142 [ 100,3 km2], dos 289 blocos oferecidos em 23 setores distribuídos em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul. O maior bônus de assinatura, de R$ 345.950.100,00, foi oferecido pelo bloco FZA-M-57, da Bacia da Foz do Amazonas, pela Total E&P Brasil, operadora da área com 40% de participação em consórcio com a Petrobras (30%) e com a BP EOC (30%).

Destaque para Total, BG, Petrobras, OGX e Petra.

O conteúdo local médio da 11ª. Rodada foi de 62,32% para a Fase de Exploração do contrato de concessão e de 75,96 % para a Fase de Desenvolvimento.

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