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22/03/2013 - 06:52

Log-In foca na cabotagem e avanços nos transportes de cargas em navios próprios

A companhia do setor logístico continua focada na possibilidade de converter o transporte rodoviário de longa distância para cabotagem e atuação em regiões ainda não exploradas pelo modal. E projeta dobrar crescimento em dez anos. Também prevê crescimento da cabotagem de mais 7,6% ao ano até 2021.

Em teleconferência com a imprensa no dia 21 de março (quinta-feira), diretores da Log-In, como Vital Jorge Lopes, diretor-residente e de Relações com Investidores, Gustavo Freitas, gerente-geral de Controladoria,Finanças e RI, Luís Antonio Pinto, analista de RI, apresentaram os resultados do quarto trimestre e do ano de 2012. De acordo com a empresa foi um ano de desafios para a economia brasileira e para os países do Mercosul, e frente ao fraco desempenho da economia mundial, resultou em um ambiente de retração da produção, criando desafios para o setor logístico, em especial o segmento dos transportes.

Por outro lado visualizou-se intenso volume de importação de cargas nos primeiros meses do ano, provendo forte movimento nos portos brasileiros, com destaque para a região sudeste.

O desempenho da Log-In tem direta relação com os fatores citados,particularmente quanto à produção industrial brasileira e argentina, permitindo dois momentos bens distintos em 2012, com um primeiro semestre de retração e a segunda parte do ano com recuperação da demanda de transportes.

No primeiro semestre de 2012 ocorreu disputa generalizada entre os modais de transporte que consequentemente refletiu nos preços dos fretes. Nesse contexto, o desempenho financeiro da navegação costeira foi afetado desfavoravelmente e o TVV consolidou sua rentabilidade.

Prejuízo-O resultado financeiro líquido em 2012 foi negativo em R$ 77,5 milhões, estando contido neste valor R$ 38,4 milhões de variação cambial (aplicação do CPC 20) sobre o saldo dos financiamentos de ativos em construção.

Adicionalmente o aumento nas despesas financeiras, observado no ano comparado a 2011, está atrelado às novas liberações de financiamentos contratados junto ao BNDES com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). O resultado financeiro líquido no quarto trimestre de 2012 foi negativo em R$ 13,1 milhões.

Plano de Investimentos -Do plano de investimentos de R$ 1,3 bilhão, iniciado em 2007, foram previstos desembolsos de R$ 259,1 milhões em 2012 e durante o exercício foram executados R$ 247,1 milhões, sendo que a maior parte dos valores desembolsados foram aplicados na construção dos três últimos navios porta-contêiner na ordem de R$ 137,8 milhões.

Para os navios bauxiteiros foram desembolsados R$ 59,8 milhões. No quarto trimestre de 2012 o projeto de construção de navios porta-contêiner consumiram R$ 17,7 milhões e os navios bauxiteiros R$ 18,2 milhões.

O primeiro bauxiteiro, Log-In Tambaqui entrou em operação regular no dia 19 de fevereiro. O Log-In Tambaqui foi construído para atender ao contrato de 25 anos com a Alunorte, cujas viagens são realizadas entre o Porto de Trombetas e o Porto de Vila do Conde, ambos no Estado do Pará. O contrato prevê volume de seis milhões de toneladas por ano, em condição de “ take or pay ”, com suas receitas dolarizadas e gatilho de gestão de oscilação das condições internacionais do preço do combustível.

A operação do navio Log-In Tambaqui, terceiro navio de uma encomenda de sete que a Log-In possui junto ao EISA (Estaleiro Ilha S.A.), sendo cinco do tipo porta-contêiner e dois graneleiros. O investimento total da Log-In em construção naval no Brasil é superior a R$ 1 bilhão, dos quais cerca de R$ 340 milhões são destinados exclusivamente aos dois navios graneleiros.

O Log-In Tambaqui foi construído para atender ao contrato de 25 anos com a Alunorte, que prevê viagens entre o Porto de Trombetas e o Porto de Vila do Conde, ambos no Estado do Pará. A operação movimentará em torno de 150 milhões de toneladas de minério de bauxita a granel no período. O contrato prevê volume de seis milhões de toneladas por ano, em condição de “take or pay”, com suas receitas dolarizadas e gatilho de gestão de oscilação das condições internacionais do preço do combustível.

Para a construção do Log-In Tambaqui foram utilizadas aproximadamente 13 mil toneladas de chapas de aço. O navio possui 80 mil toneladas de porte bruto, 245 metros de comprimento total e 40 metros de largura.

O projeto do navio levou em conta a natureza da carga a ser transportada e a região onde irá atuar. Sua hidrodinâmica foi projetada para que tenha uma melhor navegabilidade, deslocando baixo volume de água com a finalidade de não prejudicar a população ribeirinha. Seu consumo de combustível e emissão de gases consideram padrões superiores de eficiência.

Antes do Log-In Tambaqui, o último graneleiro construído no Brasil, e que ficou sob bandeira brasileira, foi o navio "Marcos Dias", no início da década de 1990.

Projeto Bauxiteiros - Em janeiro de 2010, a Log-In iniciou a operação para a Alunorte com navios afretados, que serão substituídos pelos graneleiros Log-In Tambaqui e o Log-In Tucunaré, este último em fase adiantada de construção. Todas as embarcações encomendadas pela Log-In ao EISA estão incluídas no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal. O projeto com a Alunorte faz parte da estratégia da Log-In de desenvolver soluções especializadas para logística de cargas na cabotagem brasileira, mediante contratos de longo prazo.

O segundo navio bauxiteiro, Log-In Tucunaré, possui previsão de entrada em operação no segundo semestre 2013. Em relação aos desembolsos com investimentos correntes para 2012 o valor realizado de R$ 32,9 milhões ficou em linha com a previsão orçamentária de R$ 32,6 milhões. No quarto trimestre de 2012 os desembolsos totalizaram R$ 3,6 milhões. Em 2012 os maiores desembolsos para investimentos correntes ocorreram na linha de docagem para os navios Log-In Amazônia e Pantanal, alcançando R$ 20,1 milhões. Destaque positivo para os menores desembolsos de investimentos de continuidade operacional do TVV que totalizaram R$ 1,1milhão, fruto da política de manutenção preditiva e preventiva dos equipamentos do terminal intensificada nos últimos três anos.

A Log-In continua focada na possibilidade de converter o transporte rodoviário de longa distância para cabotagem e atuação em regiões ainda não exploradas pelo modal. E projeta dobrar crescimento em dez anos. Também prevê crescimento da cabotagem de mais 7,6% ao ano até 2021.

Perfil - A Log-In Logística Intermodal S.A. (BM&FBovespa: LOGN3)atua na área de logística oferecendo ao mercado soluções integradas para movimentação portuária e transporte de contêineres porta-a-porta, por meio marítimo, complementado por transporte rodoviário de curta distância, bem como para a armazenagem de contêineres em seus terminais terrestres intermodais de carga. [http://www.loginlogistica.com.br/ri].

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