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| A FATOR |
20/10/2007 - 08:56Três pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro são finalistas do Prêmio Santander de Ciência e InovaçãoRichard Magdalena Stephan pesquisa um veículo de levitação magnética, Patrícia Valente da Silva estuda a proliferação de fungos e Leda dos Reis Castilho busca tecnologias melhorar para produção de medicamentos. Rio de Janeiro– Richard Magdalena Stephan, professor doutor do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, apresenta o projeto de um veículo de levitação magnética (Maglev), na categoria Indústria. Diferentemente dos trens de levitação magnética propostos na Alemanha (Transrapid) e no Japão, o meio de transporte proposto pelo professor Stephan é totalmente articulado (o que lhe rendeu o apelido de Maglev-Cobra), viaja em velocidades de até 70km/h e destina-se para o uso urbano. “O Maglev-Cobra é uma opção que respeita imposições energéticas e ambientais, além de ser economicamente mais viável do que o metrô”, explica Richard. Contra fungos - Já a doutora em Ciências Biológicas, Patrícia Valente da Silva, trabalha no desenvolvimento de um novo agente antifúngico, baseado em toxinas killer produzidas por leveduras selecionadas, capazes de inibir a proliferação de fungos patogênicos. Estes fungos são responsáveis por várias doenças como micoses e alguns tipos de meningite. "O projeto tem a possibilidade de ampliar a quantidade de agentes antifúngicos disponíveis, podendo diminuir os custos do tratamento e possibilitando alternativas para o caso de infecções com fungos resistentes aos antifúngicos já existentes no mercado", explica Patrícia, que concorre na categoria Biotecnologia. Produção de medicamentos - A professora doutora Leda dos Reis Castilho apresenta um estudo, também na categoria Biotecnologia, que visa desenvolver tecnologias de alta produtividade para a produção de biofármacos (proteínas recombinantes de uso terapêutico) usados no combate à hemofilia, AIDS e câncer. Segundo a pesquisadora, os biofármacos têm custo elevado, pois são protegidos por patentes e os princípios ativos são importados. "No Brasil, a maioria dos biofármacos é classificada como Medicamentos Excepcionais, sendo fornecidos gratuitamente pelo Estado. Os gastos com biofármacos dos governos federal e estaduais chegam a R$ 1,5 bilhão por ano. Por isso, a principal meta da pesquisa é desenvolver tecnologia nacional, aumentando a produtividade e reduzindo custos de produção", conclui a professora. Os três projetos estão entre os finalistas da terceira edição do Prêmio Santander de Ciência e Inovação, realizado pelo Santander, com o desenvolvimento e gestão do Universia Brasil, nas categorias de indústria e biotecnologia. Ao todo, são 15 projetos finalistas de pesquisadores de todo o País. A premiação final será realizada no dia 29 de novembro, em Brasília, após as premiações regionais em Porto Alegre em 23 de outubro, São Paulo, 29 de outubro, e Rio de Janeiro 31 de outubro. Os vencedores receberão prêmio no valor de R$ 50 mil para viabilização do projeto, além de certificado e troféu. No mesmo dia, também serão anunciados os vencedores do Prêmio Santander de Empreendedorismo. Critérios de avaliação - O Prêmio Santander de Ciência e Inovação, dividido em três categorias - Indústria, Tecnologia da Informação e Comunicação, e Biotecnologia -, premia pesquisadores-doutores que produzirem as melhores pesquisas científicas de caráter tecnológico-inovador. Para a definição dos projetos finalistas, serão considerados os objetivos gerais e específicos na área de aplicação do projeto, infra-estrutura física e humana disponível para sua implantação, o valor agregado para a organização, o impacto social e ambiental, potencial para a geração de riqueza, viabilidade técnica e financeira, indicadores dos resultados esperados (quantitativos e qualitativos) e o caráter inovador. A avaliação e o julgamento dos projetos serão realizados por uma comissão de pesquisadores vinculados a instituições científicas, sob a coordenação do professor e pesquisador Adolpho Melfi, Vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Os dois Prêmios tem o apoio institucional do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores). Enviar Imprimir
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