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22/08/2012 - 10:01

Nuclep debate desafios da soldagem de nova geração de aços


Empresa desenvolve estudo para avaliar a integridade das juntas soldadas dos reatores de hidroprocessamento em refinarias de petróleo com a nova geração dos aços 2,25Cr-1Mo-0,25V.

A crescente exploração e produção de petróleo, bem como seu consumo, têm demandado a construção de novas refinarias pela Petrobras. Neste contexto, quatro refinarias estão em processo de projeto e construção no Brasil. Cada uma dessas refinarias utilizará vários vasos de pressão fabricados em aço 2,25Cr-1Mo-0,25V, em substituição ao tradicional aço 2,25Cr-1Mo, utilizado nos últimos 40 anos.

No mundo existem apenas seis empresas que executam obras usando este tipo de aço. A soldabilidade desse material, no entanto, continua sendo um grande desafio para as indústrias fabricantes de vasos de pressão. Essa questão vai ser o tema do estudo que a engenheira da Coordenação Especial de Engenharia de Soldagem da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A (Nuclep), Patrícia Apicelo de Souza Pereira – cujo tema é projeto da sua tese de doutorado –, durante o II Seminário Nacional de Tecnologia e Mercado da Soldagem – Solda Brasil, nos dias 28 e 29 de agosto (terça e quarta-feira), no Centro Empresarial Rio, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

O objetivo principal do estudo é analisar as propriedades das juntas soldadas dos aços 2,25Cr-1Mo-0,25V, com e sem envelhecimento, considerando a presença ou não do hidrogênio, visto o pouco conhecimento e dados na literatura sobre o assunto e a inexperiência na construção e reparos de tais equipamentos da indústria brasileira. Desta forma, a Nuclep visa a aprimorar o conhecimento da arte de soldar, treinando profissionais e projetando a aquisição de equipamentos de soldagem, com apoio do COPPE/UFRJ e da Petrobras.

Segundo a engenheira Patrícia Apicelo, o aço 2,25Cr-1Mo-0,25V é uma referência de material que hoje é amplamente empregado nas plantas de refinarias e indústrias petroquímicas. Sua maior aplicação tem sido com reatores de hidroprocessamento, na dessulfurização e craqueamento de hidrocarbonetos mais pesados em frações de moléculas mais leves, trabalhando sob condições de hidrogênio em altas temperaturas e pressões.

A possibilidade de uso em combustíveis sintéticos levou a um aumento na temperatura de projeto e pressão de hidrogênio. Assim, para atender tais requisitos rigorosos para temperaturas de até 482 graus centígrados, uma nova geração de aços Cr-Mo modificados com vanádio, conhecidos como “aços 2,25Cr-1Mo-0,25V”, foi desenvolvida no início dos anos 90. Esse novo material tem muitas vantagens sobre o aço convencional 2,25Cr-1Mo, como melhor resistência à fluência, resistência à fragilização e ao ataque pelo hidrogênio, resistência à fragilização pelo revenido e ao descolamento induzido pelo hidrogênio em solda de revestimento. De particular importância é a propriedade de resistência mecânica à temperatura ambiente e de projeto, promovendo assim maior tensão permissível, o qual resulta espessura de parede mais fina e menor peso dos reatores, acarretando numa significativa economia de energia.

O II Seminário Nacional de Tecnologia e Mercado da Soldagem – Solda Brasil, será uma boa oportunidade para o debate sobre as perspectivas desse mercado, novas tecnologias, segurança, processos e a cadeia de suprimentos e serviço na área de soldagem. A proposta é analisar alguns dos principais projetos em execução no país, potencializando os caminhos e diretrizes do setor de soldagem na busca de soluções para a indústria nacional enfrentar os obstáculos de crescimento do Brasil. [www.nuclep.gov.br].

.[Foto: André, Patrícia e Lobo:“a equipe está animada com sucesso dos estudos”].

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