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14/08/2012 - 10:28

Superporto do Açu recebeu R$ 2,89 bilhões em investimentos


Somente no primeiro semestre de 2012 foram aplicados R$ 466 milhões.

Rio de Janeiro – A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, divulgou no dia 13 de agosto (segunda-feira), o resultado do segundo trimestre de 2012. De abril a junho deste ano foram investidos R$ 268,4 milhões no Superporto do Açu, maior investimento em infraestrutura portuária das Américas, em construção pela companhia em São João da Barra (RJ). Somente no primeiro semestre foram aplicados R$ 466 milhões. Desde o início das obras do Superporto do Açu, em 2007, até junho deste ano, o empreendimento recebeu R$ 2,895 bilhões em investimentos.

De acordo com o comunicado da empresa, o montante foi aplicado principalmente nas obras do canal do terminal onshore - TX2 (R$ 63,6 milhões), que conta atualmente com quatro quilômetros de extensão já dragados; construção do quebra-mar (R$ 26 milhões), incluindo aquisição, transporte, descarregamento e estocagem de pedras; e montagem da correia transportadora, empilhadeiras e recuperadora (R$ 8,1 milhões) que serão utilizadas para movimentação de minério de ferro no terminal offshore - TX1. Também foram investidos R$ 34,3 milhões em serviços de engenharia e outros R$ 19,4 milhões na realização de estudos, consultoria e projetos de engenharia.

No período foram registrados importantes marcos para o desenvolvimento do Superporto do Açu, como a assinatura de contrato de aluguel de área com a Subsea 7 para instalação de unidade para fabricação e revestimento de dutos rígidos submarinos utilizados na indústria de petróleo e gás; Licença de Instalação e início da construção de unidades da Technip e NOV (que adquiriu recentemente a NKT Flexibles) para fabricação, armazenamento e estocagem de tubos flexíveis; e Licença de Linha da Transmissão que irá conectar o Complexo Industrial do Superporto do Açu ao Sistema Interligado Nacional.

“O segundo trimestre de 2012 confirmou o foco em execução do plano de investimentos implantado desde o início deste ano. Para o segundo semestre continuaremos focados na execução do cronograma de obras e esperamos assinar novos contratos de aluguel de área que ocuparão o restante da área disponível ao longo do canal assim como o início de ocupação da área no polo metalmecânico do Distrito Industrial”, destacou Otávio Lazcano, Diretor Presidente e de Relações com Investidores da LLX.

Resultado -Mesmo em fase pré-operacional, a LLX apresentou no segundo trimestre de 2012 receita de R$ 17,8 milhões proveniente dos contratos de aluguel de área firmados com as empresas NOV, Technip, Intermoor, Subsea 7, OSX e MPX. Esse montante representa uma variação positiva de R$ 16,9 milhões em comparação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2012, a LLX acumulou receita líquida de R$ 34,9 milhões, crescimento de R$ 33,3 milhões em relação ao mesmo período de 2011. As despesas gerais e administrativas somaram R$ 41,9 milhões no segundo trimestre, um aumento de R$ 6,7 milhões quando comparado a igual período do ano anterior, principalmente por conta de incremento na folha salarial da companhia e maiores gastos com serviços contratados, inclusive compartilhados. De abril a junho deste ano, o resultado financeiro líquido foi de R$ 7,9 milhões, refletindo uma redução de R$ 6,3 milhões, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Ao final do segundo trimestre, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 6,9 milhões, contra um prejuízo de R$ 15,3 milhões registrado em igual período de 2011.

Perfil - A LLX desenvolve o Superporto do Açu, um Complexo Portuário Privativo de Uso Misto, em construção em São João da Barra, no norte fluminense do Rio de Janeiro. Com construção iniciada em outubro de 2007 e início de operação previsto para 2013, o Superporto do Açu contará com 17 km de píeres, até 40 berços para atracação de navios e poderá movimentar até 350 milhões de toneladas por ano, o que o coloca entre os três maiores portos do mundo.

O Superporto do Açu estará preparado para receber navios de grande porte, como Capesize e Very Large Crude Carrier (VLCCs), que transportam até 320 mil toneladas de carga, e Chinamax que possuem capacidade para 400 mil toneladas. Atualmente, somente 7% dos portos brasileiros possuem capacidade para receber navios Capesize.

Dois terminais formarão o Superporto do Açu: o TX1, um terminal offshore com uma ponte de acesso com 3 quilômetros de extensão, píer de rebocadores, píer de minério de ferro, canal de acesso e bacia de evolução - todos já concluídos. Ele contará com 9 berços para movimentação de minério de ferro e profundidade inicial de 21 metros (com expansão para 26 metros). O TX1 poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O outro terminal, o TX2, será instalado no entorno de um canal para navegação, terá 6,5 km de extensão, 300 metros de largura e contará com mais de 13 quilômetros de cais. Serão movimentados produtos siderúrgicos, carvão, ferro gusa, escória e granito, além de granéis líquidos e sólidos.

Projetado com base no moderno conceito porto-indústria, o Superporto do Açu contará com um Distrito Industrial em área contígua, onde serão instaladas siderúrgicas, cimenteiras, base de estocagem para granéis líquidos, polo metalmecânico, Unidade de Construção Naval, complexo termelétrico, plantas de pelotização de minério de ferro, Unidade para Tratamento de Petróleo, indústrias offshore, indústrias de tecnologia da informação que constituirão o futuro vale do silício brasileiro e pátio logístico, entre outros.

A LLX possui mais de 60 memorandos de entendimento em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. A previsão é que o Complexo Industrial que será instalado na retroárea do empreendimento seja responsável pela atração de cerca de US$ 40 bilhões em investimentos para a região.

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