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26/06/2012 - 08:33

Petrobras prioriza exploração e produção no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016


No segmento de biocombustíveis, 90% do aporte de US$ 1,2 bilhão previsto para projetos em implantação irão para investimentos na expansão da produção de etanol. A expectativa é aumentar em 700 mil m3 por ano a produção atual de etanol, que é de 1 milhão de m3 por ano, considerando a capacidade instalada de usinas nas quais a Petrobras tem participação. Constam ainda do Plano, a implantação de usina de biodiesel no Pará, a operação de planta de etanol de segunda geração e outra de bioQAV (biocombustível de aviação).

Do total de 236,5 bilhões de dólares a serem investidos pela Petrobras no período entre 2012 e 2016, 141,8 bilhões serão destinados ao segmento de exploração e produção da Companhia. O valor a ser aplicado, que inclui os investimentos em exploração e produção no exterior, representa 60% do montante total do plano e resultará no alcance, em 2016, de produção de petróleo e gás de 3,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo três milhões por dia no Brasil.

Para o Plano atual, a área de Exploração e Produção da Petrobras reavaliou o cronograma de projetos e estabeleceu uma nova curva “realista” de produção para o período 2012-2016. Para 2020, o Plano anterior havia estabelecido a meta de produção de 4,9 milhões de barris por dia. Neste Plano, a meta foi revista para 4,2 milhões de barris por dia, uma redução de 710 mil barris por dia em 2020.

“A área de exploração e produção revisitou o cronograma dos seus projetos durante três meses e durante esses meses, sistematicamente, eu estive com o diretor José Formigli, trabalhando intensamente na revisão da nossa capacidade de produção de petróleo, considerando a infraestrutura que nós dispomos e uma visão pragmática”, disse a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, em evento de detalhamento do Plano de Negócios e Gestão 2012-2016 para investidores e imprensa, realizado no dia 25 de junho (segunda-feira), pela manhã, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Além da presidente, participaram da coletiva de imprensa os diretores José Formigli (Exploração e Produção), Almir Barbassa (Diretoria Financeira e de Relações com Investidores), José Carlos Cosenza (Abastecimento), José Antônio de Figueiredo (Engenharia, Tecnologia e Materiais), José Alcides Santoro (Gás e Energia), José Carlos Vilar Amigo (diretor interino da área Internacional) e José Eduardo de Barros Dutra (Diretoria Corporativa e de Serviços).

No mesmo dia 26 de junho (segunda-feira), à tarde, em São Paulo, o novo plano foi apresentado pela presidente e os diretores Barbassa, Cosenza, Santoro e Formigli a uma plateia de cerca de 300 analistas e investidores.

Projetos -O novo Plano divide os 980 projetos em dois grupos: projetos em implantação e projetos em avaliação. Estão no primeiro grupo todos os projetos de Exploração e Produção no Brasil e os das demais áreas que se encontram em execução (Fase IV). Para estes 833 projetos, estão destinados US$ 208,7 bilhões do total a ser investido no período.

Para os demais 147 projetos, enquadrados na categoria “em avaliação”, estão reservados US$ 27,8 bilhões. Estes empreendimentos terão, no entanto, de concorrer internamente por recursos, considerando sua viabilidade econômica e a agregação de valor ao portfólio da Companhia. Os valores envolvidos na execução destes projetos serão incorporados ao planejamento financeiro da Companhia conforme forem aprovados em suas fases.

O Plano apresenta três programas estruturantes: o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos, que objetiva a melhoria dos níveis de eficiência operacional dos sistemas de produção desta Bacia; o Programa de Otimização de Custos Operacionais, que identificará as oportunidades de redução de custos com impacto relevante e perene; e o Programa de Gestão de Conteúdo Local, que busca aproveitar ao máximo a capacidade competitiva da indústria nacional, com prazos e custos adequados às melhores práticas de mercado.

Financiabilidade -O planejamento financeiro do Plano de Negócios 2012-2016 segue duas premissas principais: a não captação de recursos por emissão de ações, justificada pela previsão de geração positiva de caixa a partir de 2016, e a manutenção do grau de investimento da Companhia. “Sem o grau de investimento, nós não teríamos acesso aos volumes de recursos que precisamos para implementar o plano”, explicou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa.

A paridade internacional dos preços de derivados no Brasil, ajustados de médio a longo prazo, também é uma das premissas financeiras do PN 2012-2016. Contribui ainda para a financiabilidade do plano, um programa de desinvestimento e reestruturação financeira, que contempla US$ 14,8 bilhões, com foco em ativos no exterior. A maior parte do programa será executada ainda em 2012.

Segundo Barbassa, a necessidade anual de captação será de US$ 16 bilhões por ano, valor inferior à média de captação da Petrobras nos últimos anos.

Exploração e Produção - Além da contribuição dos novos sistemas, o incremento na produção de petróleo e gás no país virá, em parte, dos resultados a serem alcançados pelo Programa de Aumento de Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef). “Esta unidade representa 25% do nosso potencial de produção. Portanto, temos que trabalhar para que ela recupere sua produção, dentro de metas que possam ser atingidas, com todo o suporte da organização da Petrobras ao time da Bacia de Campos”, falou o diretor de Exploração e Produção, José Miranda Formigli.

Os investimentos em exploração totalizam US$ 25, 4 bilhões e têm ênfase em novas fronteiras, nas margens Leste e Equatorial do país. “Nossa relação reserva/produção precisa se manter em um nível seguro, acima de 15 anos. Isso nos obriga a investir muito em exploração e em agregação de reservas provadas que suportem o crescimento de produção futuro”, disse Formigli. Segundo o diretor, a relação reserva/produção da Petrobras hoje é de 19 anos.

Internacional - Com recursos de US$ 6 bilhões para projetos em implantação, de um total de US$ 10,7 bilhões, a área Internacional da Companhia manterá o foco em exploração e produção, para o qual serão destinados 85% dos recursos. A área irá buscar projetos autofinanciáveis, que não onerem o caixa da Companhia. “Estamos buscando parceiros e sócios que vislumbrem o valor de nossos ativos no exterior e estejam dispostos a aportar os recursos necessários para o pleno desenvolvimento dos nossos projetos”, explicou o diretor interino da área Internacional, José Carlos Vilar Amigo.

Refino -Na área de Abastecimento, 45% dos US$ 55,8 bilhões destinados aos projetos em implantação serão investidos no aumento da capacidade de refino nacional e correspondem às obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do primeiro trem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Juntas, as duas unidades aumentarão a capacidade de refino da Petrobras em 400 mil barris por dia, chegando a 2,4 milhões de barris por dia. Segundo o diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, a Rnest será a unidade operacional da Petrobras com a maior taxa de conversão de petróleo cru em diesel, de 70%.

Estão em fase de avaliação as refinarias Premium I e II e o segundo trem do Comperj. Estes projetos estão mantidos no plano, mas não serão concluídos antes de 2017. “Não houve corte nos investimentos nas novas refinarias. Estamos colocando recursos compatíveis com as fases em que os projetos se encontram, dentro de uma realidade de métricas internacionais, custos adequados e rentabilidade crescente”, disse o diretor.

Gás e Energia -Na área de Gás e Energia têm prioridade os projetos de transformação química do gás natural para produção de fertilizantes. No total, a área investirá US$ 13,5 bilhões, sendo US$ 7,7 bilhões para projetos já em implantação, como a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. “Com esta unidade, a expectativa é dobrar a produção de ureia no país”, falou o diretor da área, Alcides Santoro.

Com conclusão prevista para setembro de 2014, a UFN III irá produzir 1,2 milhão de tonelada de ureia por ano, além de 70 mil toneladas de amônia.

Biocombustíveis -No segmento de biocombustíveis, 90% do aporte de US$ 1,2 bilhão previsto para projetos em implantação irão para investimentos na expansão da produção de etanol. “Isso reflete a prioridade absoluta para a ampliação da produção de etanol no país”, falou o diretor Alcides Santoro.

A expectativa é aumentar em 700 mil m3 por ano a produção atual de etanol, que é de 1 milhão de m3 por ano, considerando a capacidade instalada de usinas nas quais a Petrobras tem participação. Constam ainda do Plano, a implantação de usina de biodiesel no Pará, a operação de planta de etanol de segunda geração e outra de bioQAV (biocombustível de aviação).

O montante total aprovado para a empresa Petrobras Biocombustível é US$ 2,5 bilhões, valor mantido em relação ao Plano anterior. Já o investimento total da Petrobras no segmento é da ordem de US$ 3,8 bilhões. Incluem, além do US$ 2,5 bilhões, mais US$ 1 bilhão para aportes em logística (etanolduto e terminais) e US$ 300 milhões para pesquisa e desenvolvimento.

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