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16/05/2012 - 07:36

Abbott apresenta resultados positivos de estudos com novos medicamentos de ação antiviral

Direta para tratamento para Hepatite C sem o uso de interferon.

Os resultados referem-se a dois estudos de fase 2 – um (“Co-Pilot”) analisou o tratamento de pacientes de hepatite C tratados por 12 semanas, com um regime combinado, sem o uso de interferon e a resposta ao tratamento por mais 12 semanas. O outro estudo (“Pilot”) analisou a manutenção da resposta antiviral por 36 semanas, depois das 12 semanas iniciais de tratamento. Em ambos os estudos, foram incluídos pacientes adultos, virgens de tratamento.

Abbott Park, Illinois, e Watertown, Massachusetts —Mais de 90% dos pacientes de hepatite C, sem histórico anterior de tratamento, tratados com uma combinação de medicamentos de ação viral direta obtiveram e mantiveram resposta antiviral durante 12 semanas (estudo Co-Pilot), depois de um período inicial de tratamento por 12 semanas. 91% obteve e manteve resposta viral por 24 semanas e 82% manteve a resposta por 36 semanas (estudo “Pilot”). Em ambos os estudos, os pacientes foram tratados com os medicamentos ABT-450/r, em diferentes combinações, sem o uso de interferon – utilizado atualmente como base para tratamento da hepatite C.

O ABT-450 é um inibidor da protease, que está sendo desenvolvido pela Abbott, com uma baixa dosagem de ritonavir, para potencialização de suas propriedades farmacocinéticas, tendo sido descoberto pela Abbott, durante uma pesquisa conjunta com a empresa farmacêutica Enanta sobre inibidores de protease. Está sendo desenvolvido também em combinação com inibidores de polimerase não nucleotídeos (ABT-333 e ABT-072) e inibidor de NS5A (ABT-267).

Os atuais tratamentos para hepatite C têm o interferon como base. Um número significativo de pacientes portadores de hepatite C não pode, ou não é elegível, para o tratamento com interferon devido a contraindicações ou pelos seus efeitos adversos, tais como sintomas semelhantes a uma gripe, depressão e insônia. Tratamentos antivirais de ação direta para hepatite C, como inibidores de protease e inibidores de polimerase não nucleotídeos, podem vir a aumentar o número de pacientes nos quais o vírus pode ser erradicado.

"As taxas de resposta viral sustentada são bastante encorajadoras, pois não existem no momento opções de tratamento para os pacientes com hepatite C que não podem ser tratados com interferon”, afirmou o médico Eric Lawitz, diretor médico do Centro de Pesquisa Médica Alamo, em San Antonio, e principal pesquisador do estudo Pilot. "Estes dados demonstram que um regime combinado de tratamento por 12 semanas, com antivirais de ação direta, pode oferecer altas taxas de cura, sem o uso de interferon”.

“Ao analisarmos os dados de resposta em longo prazo de regimes de tratamento de pacientes com hepatite C sem interferon, ficamos bastante encorajados pelos níveis de resposta sustentada que estamos tendo em pacientes virgens de tratamento e em pacientes que não responderam adequadamente a tratamentos anteriores”, afirmou o médico Fred Poordad, chefe de hepatologia do Centro Médico Cedars-Sinai, de Los Angeles, e o principal pesquisador do estudo Co-Pilot. “Estamos tendo este nível de resposta sustentada com apenas 12 semanas de tratamento, o que corrobora a meta de lançar um tratamento oral, que combine medicamentos de ação antiviral direta, sem interferon, como uma importante opção de tratamento para hepatite C”.

No estudo, os efeitos adversos mais frequentes foram dor de cabeça (36%), cansaço (27%) e pele seca (92%). Em geral, estes efeitos manifestaram-se de forma leve e não houve desistências de pacientes do estudo por esse motivo.

"A Abbott tem orgulho de apresentar alguns dos primeiros dados sobre resposta viral num regime de tratamento livre de interferon para hepatite C”, afirmou o médico Scott Brun, vice-presidente da Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento em Doenças Infecciosas da Abbott. “Com um portfólio de pesquisa que inclui múltiplos tratamentos antivirais de ação direta, a Abbott tem a capacidade de rapidamente estudar uma variedade de regimes combinados de tratamento para hepatite C, sem interferon, para determinar quais dessas combinações têm o maior potencial de ajudar o maior numero de pacientes”.

Vírus da hepatite C -A hepatite crônica desenvolvida pelo vírus da hepatite C (HCV) é uma doença do fígado, que afeta mais de 170 milhões de pessoas em todo o mundo. O VHC espalha-se principalmente por contato direto com o sangue de uma pessoa infectada. O HCV aumenta o risco de uma pessoa de desenvolver doença hepática crônica, cirrose, câncer de fígado e morte.

O uso de ritonavir no tratamento de HIV -Ritonavir é uma classe de medicamentos chamada de inibidores da protease do HIV. É usado em combinação com outros medicamentos anti-HIV para tratar pessoas com AIDS.

A Enanta Pharmaceuticals é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que tem uma abordagem e capacidade inovadoras para a descoberta de medicamentos de moléculas pequenas no campo de doenças infecciosas. A Enanta está desenvolvendo novas medicações para o tratamento de hepatite C, entre as quais inibidores antivirais de ação direta – de protease (em parceria com a Abbott), de NS5A (parceria com Novartis), polimerase nucleotídeo e inibidor antiviral especifico contra ciclofilina. Além disso, a empresa criou uma nova classe de antibióticos, chamada de biciclolidos, que supera a resistência de bactérias. Na área de antibactericidas, incluem-se medicamentos contra supervirus resistentes, tratamento de infecções do trato respiratório, além de desenvolvimento de medicamentos intravenosos e de uso oral contra infecção hospitalar e por comunidades virais ultrarresistentes (MRSA). Enanta é uma empresa privada sediada em Watertown, Massachusetts.

Programas da Abbott de Hepatite C -Além de sua parceria com a Enanta para o desenvolvimento de inibidores de protease, incluindo o ABT-450 e as combinações de tratamento que contenham o ABT-450, a Abbott tem programas internos com foco em outros alvos virais. Atualmente, pesquisa medicamentos com três diferentes mecanismos de ação em fase de estudos clínicos, incluindo inibidores de protease, de polimerase e de NS5A. A Abbott é bem posicionada para pesquisar combinações desses compostos estratégicos com a possibilidade de transformar as práticas atuais de tratamento pela redução do tempo de terapia, melhora da tolerabilidade do tratamento e aumento das taxas de cura.

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