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04/05/2012 - 08:23

3º CIAF: mercado de fitoterápicos deverá chegar a US$ 93 bi em 2015, diz especialista

Toda a cadeia de produção de fitoterápicos no Brasil precisa se organizar e “caminhar junto”, se o País quiser participar do bilionário mercado das plantas medicinais. Entre eles, bioquímicos, biólogos, produtores e industriais. Essa foi a principal mensagem do professor Emerson Ferreira Queiroz, que ministrou a palestra “A biodiversidade brasileira como fonte de novos fitoterápicos”, na abertura do 3º Congresso Iberoamericano de Fitoterapia (CIAF), no Cineteatro dos Barrageiros, na Itaipu.

Autor de dois livros e de diversos artigos científicos sobre plantas medicinais, Queiroz apontou estimativas de que os medicamentos fitoterápicos deverão movimentar US$ 93,5 bi em 2015. Mas esse mercado, por enquanto, ainda é incipiente no Brasil. “A indústria nacional de extratos avançou bastante e atingiu um patamar de excelência internacional. Mas ainda não tiramos proveito de nossa biodiversidade para a produção de alimentos funcionais e de medicamentos como poderíamos”, afirmou.

O palestrante apresentou diversos exemplos de plantas típicas do Brasil, como açaí, guaraná e feijoa sellowiana, que são largamente exploradas por empresas européias e norte-americanas nos mercados do “primeiro mundo”. Uma das diferenças sobre a pesquisa em fitoterápicos feitas nesses países é que 70% dos doutores da área estão na iniciativa privada, enquanto que no Brasil a pesquisa ainda está muito concentrada no meio acadêmico.

“Muitas vezes falta ao pesquisador aceitar as regras do jogo. É normal uma indústria pedir que os testes sejam refeitos, mas há cientistas que se ofendem com isso. A China, por exemplo, conseguiu entrar com fitoterápico indicado para hipertensão em mercados altamente regulados da Europa porque seguiu corretamente todas as etapas de desenvolvimento da pesquisa, registro da patente e produção”, exemplificou.

Abertura -A solenidade de abertura do 3º CIAF, que é realizado paralelamente ao 1º Congresso Brasileiro de Fitoterapia, contou com a participação do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, do presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT), Roberto Boorhem, do médico e membro do conselho diretor da ABFIT, Alexandros Spyros Botsaris, do presidente da Sociedade Espanhola de Fitoterapia, Salvador Cañigeral, da presidente da Sociedade Portuguesa de Fitoterapia, Ligia Salgueiro, da presidente da Associação Mexicana de Fitoterapia, Erika Rivera, do presidente da Associação Argentina de Fitomedicina, Jorge Alonso, do preisente da ABFIT seccional Paraná, Carlos Eduardo Reuter, do superintendente de Meio Ambiente da Itaipu, Jair Kotz, e da diretora geral de Biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente do Paraguai, Isabel Basualdo.

Samek falou sobre as conquistas do programa Plantas Medicinais, da Itaipu, que hoje atende 18 postos de saúde do SUS, em Foz do Iguaçu. O programa está alinhado com a Política Nacional de Plantas Medicinais e nos últimos anos capacitou milhares de profissionais da saúde e pessoas da comunidade em geral sobre o uso e o cultivo de fitoterápicos. “O uso de plantas medicinais faz parte dos cuidados que temos que ter com a biodiversidade. Faz parte do conceito de sustentabilidade de um território e por isso não poderia deixar de fazer parte de um programa como o Cultivando Água Boa”, afirmou o diretor.

“O uso de plantas medicinais é algo que está muito arraigado na cultura do paraguaio. É algo que vem dos costumes dos guarani. E viemos aqui compartilhar um pouco dessa cultura com os demais países da Iberoamérica”, disse Isabel Basualdo.

O presidente da ABFIT elogiou a organização e apresentou um histórico da constituição do Conselho Iberoamericano de Fitoterapia, que culminou na organização desse terceiro congresso. A ABFIT e o Conselho homenagearam diversas pessoas que se destacaram pelo apoio na organização do evento e também pela contribuição para o desenvolvimento dos fitoterápicos no País: o superintendente Jair Kotz, a coordenadora de fitoterápicos da Anvisa, Ana Cecília Bezerra Carvalho, o representante da Fiocruz, Antônio Carlos Siani, o vice-presidente da Sociedade Espanhola de Fitoterapia, Bernat Vaclocha, e o gestor do programa Plantas Medicinais da Itaipu, Altevir Zardinello.

A solenidade contou ainda com uma apresentação do coral da comunidade indígena ava-guarani Tekohá Ocoy.

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