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21/09/2007 - 11:11

A Cultura do Cartaz: Meio Século de Cartazes Brasileiros de Propaganda Cultural


Exposição de 27 de setembro a 04 de novembro de 2007, no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro (RJ), Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro – Rio de Janeiro, de terça a domingo, das 12h às 19h.Telefone: (21) 2253-1580 |Entrada franca. Curadoria: Paulo Moretto| Entrada Franca.

O Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro apresenta a exposição “A Cultura do Cartaz: Meio Século de Cartazes Brasileiros de Propaganda Cultural”, um panorama significativo da cartazística brasileira nas últimas cinco décadas do século XX. Com curadoria do designer gráfico Paulo Moretto, a exposição “A Cultura do Cartaz: Meio Século de Cartazes Brasileiros de Propaganda Cultural” resgata a memória da produção de cartazes brasileiros, criados para a divulgação de filmes, teatro, shows e exposições. São cerca de 150 cartazes abrangendo o período da década de 1950 aos dias de hoje. Para o curador, o cartaz é contemporâneo da metrópole, da Revolução Industrial, assim como o cinema, e sempre foi visto pelos designers gráficos como um desafio: é uma mídia efêmera, com espaço restrito, mas aberto à experimentação.

A mostra é resultado de um ano de pesquisa, período no qual foram vistos mais de sete mil cartazes pertencentes a arquivos de instituições culturais paulistanas e a acervos particulares. “Essa é uma exposição de impacto e vai mostrar que existe uma cultura de fazer, de guardar, e de se falar sobre cartazes, que de certa forma foi deixada de lado”, diz o curador.

Entre os cartazes apresentados, estão o da peça teatral “Calabar” (1980), os de algumas edições da Bienal de São Paulo e salões de artes plásticas e de datas comemorativas como os 30 Anos do Projeto do Edifício da Faculdade de Arquitetura da USP, em 1991. A exposição apresenta também alguns exemplares de uma coleção de cartazes organizada pela prefeitura de São Paulo, que em 1987 convidou designers para ilustrar, cada um, um dos artigos da Declaração dos Direitos Humanos.

Poderão ser visto na mosta cartazes feitos por artistas visuais, designers e ilustradores como Alexandre Wollner, Almir Mavigner, Antonio Maluf, Elifas Andreato, Felipe Taborda, Fernando Pimenta, Gringo Cardia, Julio Plaza, Paulo Bruscky, Vicente Gil e Ziraldo.

Os cartazes mais antigos da exposição são da mesma época do início da estruturação do design gráfico como profissão no Brasil. Em 1950, por exemplo, foi criado o Instituto de Arte Contemporânea do MASP por Pietro Maria Bardi, Lina Bo Bardi e Jacob Ruchti. Na década seguinte, no Rio de Janeiro, foi criada a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), que em 1975 foi integrada a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A partir dos anos 90, o cartaz começou a perder espaço para outras mídias como o outdoor, um formato que acompanhava o crescimento das grandes metrópoles em todo o mundo.

Paulo Moretto observa que o conjunto variado e abrangente reunido na exposição apresenta pontos em comum. Algumas soluções gráficas são recorrentes. É o caso da grande utilização de ilustrações e da predominância de formatos menores, normalmente impostos por questões técnicas. Enquanto no Brasil os cartazes têm o formato de “meia folha” (64x44cm), a produção européia, por exemplo, costuma apresentar peças com dimensões superiores a um metro.

Além de mostrar a história e a evolução do cartaz no Brasil, a exposição acaba também contando histórias paralelas. “Os cartazes sintetizam, graficamente, o espírito da época em que são criados e, portanto, acabam servindo como ‘guia visual’ da História. A própria história do cartaz reflete o desenvolvimento tecnológico e cultural por que passaram as sociedades que os produziram”, ressalta o curador. O cartaz do filme “Para frente Brasil”, por exemplo, conta um pouco da história do Brasil no período da ditadura militar. Já os cartazes do filme “Ilha das Flores”, baseado no livro homônimo de Jorge Furtado, e da exposição “A trama do gosto”, realizada em 1987 em São Paulo, são exemplos de lembranças culturais.

O Curador - Paulo Moretto é arquiteto, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e, desde sua graduação, atua como designer gráfico. Seu mestrado intitulou-se “Cartazes de Propaganda Cultural no Brasil” e compreendeu um estudo sobre os cartazes produzidos na segunda metade do século XX e que pertencem aos arquivos dos principais museus de São Paulo. Como artista gráfico e fotógrafo, tem especial interesse pela gráfica urbana (grafites, pichações etc). Criou vários cartazes explorando a linguagem do “lambe-lambe” (tipografia tradicional), alguns expostos em renomadas mostras internacionais, como: o Festival International de L'affiche et des Arts Graphiques de Chaumont – França, a Internacional Biennale of Graphic Design Brno – República Tcheca e a Internacional Poster Biennale - Varsóvia, Polônia. Foi artista convidado de "Handmade" (Museu do Design – Zurique), "Brasil em Cartaz" (Chaumont), ambas em 2005, e “Sinais na Pista”, Museu Imperial de Petrópolis, em 2006.

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