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10/03/2012 - 09:26

Setor de pneumáticos apresenta balanço de 2011

Nas categorias de pneus de carga e de automóveis houve queda de 3,7% na produção.

São Paulo – A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos – ANIP divulgou no dia 08 de março(quinta-feira), seu balanço de 2011 e previsão para 2012. Em 2011, o setor de pneumáticos produziu 66,9 milhões de unidades de pneus para veículos de carga, caminhonete, automóvel e outros. Em comparação a 2010, houve uma queda de 0,6% na produção total. A produção de 2010 havia sido de 67,3 milhões.

“Esse resultado pode ser explicado por questões cambiais, pela crise externa, que diminui nossas exportações, mas principalmente pelo aumento da importação de produtos asiáticos, que têm gerado situação de concorrência desleal com os produtos fabricados no Brasil”, explica Eugênio Deliberato, presidente da ANIP.

Na divisão entre as categorias, a produção de pneus para caminhonetes subiu 6,7%. Já a produção para pneus de carga e de automóveis teve queda de 3,7%. Em 2011, a produção de pneus brasileira ficou dividida da seguinte forma: 44,5% direcionada para o mercado de reposição, 23,9% para exportação e 31,6% para as montadoras. Em 2010, 25% da produção havia sido enviada para exportação. Em 2011, as associadas da ANIP exportaram 17,4 milhões de unidades, o que representou uma queda de 3,8% em relação a 2010, quando estas empresas exportaram 18,1 milhões de unidades.

Para 2012, o setor espera um crescimento em linha com o previsto para o PIB. “Estamos trabalhando com uma projeção de crescimento em torno de 2,5%, mas temos que ficar atentos aos desafios que o ano está trazendo: não só temos que enfrentar a concorrência desleal dos asiáticos, como também podemos sofrer algum tipo de queda de demanda de acordo com a produção de veículos. No entanto, estamos otimistas e as fábricas brasileiras têm capacidade de atender a um crescimento muito maior do que esse”, explica Deliberato.

Para os anos seguintes, as expectativas são positivas, mas o executivo faz algumas ressalvas importantes. “O que vemos no horizonte são dois grandes eventos esportivos que exigirão obras e investimentos que movimentarão a economia e isso é muito bom também para o setor de pneumáticos, mas é fundamental que o governo analise com cuidado a questão da concorrência desleal dos produtos importados asiáticos”, analisa Deliberato.

O Brasil possui 15 fábricas de pneus e o setor gera mais de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos. Os fabricantes nacionais de pneus são responsáveis pelos melhores salários médios da indústria de transformação brasileira, de acordo com o IBGE, e investem fortemente na logística reversa: só para este ano, há uma previsão de investimento de US$ 41 milhões para coletar e destinar adequadamente os pneus inservíveis. Além disso, os recursos destinados às melhorias tecnológicas nas fábricas e produtos também são altos: as empresas que fabricam pneus no Brasil já investiram mais de R$ 4 bilhões aqui nos últimos cinco anos.

“Um motorista que compra pneus de fabricantes nacionais sabe que ele foi produzido com elevados padrões de qualidade por operários bem remunerados e que têm todos seus direitos trabalhistas respeitados rigorosamente, que tem alta tecnologia e sabe ainda que a indústria nacional está garantindo a correta destinação do produto no pós-consumo. Para a indústria nacional, tudo isso tem um custo, que agora está enfrentando uma concorrência desleal, injusta, com produtos asiáticos sem tais cuidados”, analisa o executivo.

Meio ambiente -A Reciclanip, entidade da indústria nacional de pneumáticos que cuida exclusivamente da coleta e destinação de pneus inservíveis (aqueles que não têm mais condições de serem utilizados para circulação ou reforma), coletou e destinou de forma ambientalmente correta, em 2011, mais de 320 mil toneladas de pneus inservíveis, quantia que equivale a 64 milhões de unidades de pneus de carros de passeio.

Desde 1999, quando começou a coleta pelos fabricantes, 1,86 milhão de toneladas de pneus inservíveis foi coletado e destinado adequadamente, o equivalente a 373 milhões de pneus de passeio. Desde então, os fabricantes de pneus já investiram US$ 159,8 milhões no programa até dezembro de 2011 e a previsão de investimento para 2012 é de US$ 41 milhões.

Os 726 pontos de coleta da Reciclanip estão distribuídos em todos os estados e Distrito Federal e foram criados em parceria com as prefeituras, que cedem os terrenos dentro das normas específicas de segurança e higiene para receber os pneus inservíveis vindos de origens diversas. Para saber onde levar os pneus inservíveis, basta consultar a lista com todos os pontos de coleta que está no site www.reciclanip.com.br.

No Brasil, os pneus inservíveis são reaproveitados de diversas formas, como combustível alternativo para as indústrias de cimento, na fabricação de solados de sapato, em borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, asfalto-borracha e tapetes para automóveis.

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