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26/11/2011 - 11:34

Presidenta Dilma participa de cerimônia de entrega do primeiro navio do Promef


O navio de produtos Celso Furtado tem um índice de conteúdo nacional de 74%.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, participou no dia 25 de novembro (sexta-feira),, da cerimônia de entrega do navio de produtos Celso Furtado, primeira embarcação construída por um estaleiro brasileiro para o Sistema Petrobras em 14 anos. O Celso Furtado é um dos 49 navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef).

Na virada do século, os poucos estaleiros nacionais que resistiram à crise empregavam pouco mais de dois mil trabalhadores. Atualmente, emprega quase 60 mil , segundo dados da Transpetro. Do total de embarcações projetadas, 41 foram encomendadas, envolvendo investimentos de R$ 9,6 bilhões. Oito navios ainda estão em processo de licitação.

Com 183 metros de comprimento e capacidade para transportar 56 milhões de litros, o Celso Furtado é o primeiro de uma série de quatro navios de produtos encomendados pela Transpetro ao Estaleiro Mauá e será usado para o transporte de derivados de petróleo entre os Estados brasileiros. Em sua primeira viagem, a embarcação levará para o Norte e Nordeste combustíveis produzidos nas refinarias de São Paulo.

“Esta cerimônia faz parte de uma luta, que vocês ajudaram muito a travar, mesmo antes de estarem empregados no estaleiro ou antes de estarem sendo beneficiados pelo fato de, no Brasil, termos emprego”, disse Dilma Rousseff, que fez questão de lembrar a crise que a indústria naval brasileira enfrentou ao longo de décadas. “Quando o presidente Lula chegou ao governo, a industria naval estava paralisada”.

O navio Celso Furtado, entregue à Transpetro, subsidiária da Petrobras do setor de logística, é um dos 49 previstos no Promef, criado pela estatal para impulsionar a indústria naval brasileira. “No Brasil, muita gente dizia que dava para crescer, mas que poucos ficariam ricos. [Celso] Furtado disse que crescimento era uma coisa e desenvolvimento era outra, que país só se desenvolvia se o povo crescesse junto”, disse a presidenta, citando o economista e imortal Celso Furtado, cujo nome foi escolhido para batizar o navio.

"Hoje estamos aqui provando que os brasileiros sabem fazer navios", afirmou a presidenta Dilma Rousseff, em seu discurso. "Nós não vamos permitir no Brasil, que se exporte empregos para outros países. Nosso compromisso é com a grandeza deste país", completou. O navio de produtos Celso Furtado tem um índice de conteúdo nacional de 74%.

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, realçou a importância da cerimônia: “Este é um momento histórico para a indústria naval e para a Marinha Mercante do País. A entrega deste navio é uma afirmação da capacidade do povo brasileiro”. Sergio Machado fez questão de começar o seu discurso homenageando os metalúrgicos do Estaleiro Mauá: "Vocês são os verdadeiros heróis dessa história".

Durante a solenidade foi lançado também o selo postal personalizado em homenagem à entrega do Celso Furtado. Participaram da cerimônia a presidenta Dilma Rousseff e os presidentes dos Correios, Wagner Pinheiro, e da Transpetro, Sergio Machado.

Ainda durante a cerimônia, foi lançado um selo comemorativo da embarcação, a primeira incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O ex-presidente Lula foi saudado pelo governador Sérgio Cabral por ter comandado uma equipe capaz de propiciar a retomada da indústria naval brasileira.

“Com o Lula, o Brasil redescobriu sua autoestima e capacidade de fazer. Não tenho dúvida de que a Dilma dará cada vez mais qualidade a esse conceito de conteúdo nacional, de trazer o investidor estrangeiro, mas respeitando o trabalhador e a riqueza brasileiros, e distribuindo renda. O Rio de Janeiro agradece esse momento histórico entregando esse belo petroleiro “, comemorou Cabral.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, entre 2005 e 2007, o mundo crescia em grandes proporções, inclusive a China, que importava quase todo o minério brasileiro e da Austrália. O transporte da matéria prima, no entanto, era feito por navios estrangeiros, que cobravam preços muito acima do valor de mercado. Somente com a crise econômica de 2008, as mineradoras descobriram que pagam a mais por ausência de navios fabricados no Brasil.

“Nossa decisão de retomar a produção visou os interesses nacionais. Hoje vemos a primeira demonstração do êxito dessa política, a nossa indútria naval revigorada, recomposta, reconstruída e teremos um grande caminho a seguir”, celebrou Lobão.

Após os discursos, a presidenta Dilma Rousseff entregou ao Comandante do navio, Claudio Lisboa Nunes, a bandeira nacional que, depois, seria hasteada no Celso Furtado. O chefe de máquinas do navio, Carlos Alberto do Nascimento recebeu do governador Sergio Cabral o diário de bordo. Às 14h15, o navio zarpou rumo à sua primeira viagem.

A entrega do Celso Furtado é mais uma prova da vitalidade do Promef, que impulsionou a reconstrução da indústria naval brasileira, após uma crise de décadas. O último navio entregue por um estaleiro nacional ao Sistema Petrobras foi o Livramento, em 1997. Hoje, o Brasil tem a quarta maior carteira mundial de petroleiros e ocupa a quinta posição no ranking de encomendas de navios em geral.

Com a encomenda de 49 petroleiros, o Promef garantiu escala para investimentos em modernização do parque naval instalado e implantação de três novos estaleiros no País – o Atlântico Sul e o STX-Promar, em Pernambuco, e o Estaleiro Rio Tietê, em São Paulo, que vai construir comboios hidroviários para o transporte de etanol. A indústria naval, que chegou a ter menos de dois mil operários na virada do século, hoje emprega quase 60 mil pessoas.

Outros três navios do Promef já foram lançados ao mar e estão em fase de acabamento: Sérgio Buarque de Holanda e Rômulo Almeida, no Estaleiro Mauá, e João Cândido, no Estaleiro Atlântico Sul. Das 49 embarcações projetadas nas duas primeiras fases do programa, 41 já foram encomendadas, com investimento de R$ 9,6 bilhões. As últimas oito estão em fase final de licitação.

A Transpetro lançou um hotsite sobre o navio de produtos Celso Furtado [www.promef2011.com.br], onde é possível fazer um passeio virtual pela embarcação.

Etapas da construção de um navio-Segundo tradição da indústria naval mundial, a construção de um navio tem cerimônias que marcam etapas fundamentais das obras: o corte da primeira chapa de aço, o batimento de quilha, o lançamento ao mar e a entrega ao armador.

É importante ressaltar, sobretudo, a diferença entre o lançamento ao mar e a entrega ao armador:

Lançamento ao mar - Depois de concluída a edificação do casco, o navio é batizado e lançado ao mar, para os acabamentos finais. O lançamento libera o dique para o início das obras de uma nova embarcação. O navio em construção é transferido para o cais do estaleiro.

No cais, são feitas as obras de acabamento, as interligações dos vários sistemas e os últimos testes em equipamentos. Antes da entrega, o navio é geralmente levado de novo ao dique, para a limpeza do casco. Por fim, são feitas as provas de mar - viagens de curta duração que testam o desempenho geral da embarcação.

Entrega - Após a conclusão de todas as obras e testes, o navio é certificado por uma Sociedade Classificadora independente e entregue ao armador, para o início das operações.

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