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Dimep celebra 70 anos e com o Museu do Relógio Professor Dimas de Melo Pimenta faz Retrospectiva e agrega ao acervo peça da 2ª Imperatriz do Brasil

Há mais de meio século a Dimep – Dimas de Melo Pimenta Sistemas de Ponto e Acesso é uma das principais empresas dos País no setor de relógio de ponto. Para comemorar os 70 anos de sua fundação, a empresa promove eventos e lança a biografia da empresa.

Fundada pelo professor Dimas de Melo Pimenta, um apaixonado por relógios, a Dimep se tornou líder no segmento dos relógios de ponto. No final do século XX, o filho do professor, Dimas de Melo Pimenta II, e o neto, Dimas de Melo Pimenta III, perceberam a necessidade de investir em novas tecnologias. Com o avanço nos equipamentos fabricados pela empresa, ela atualmente representa mais de 50% do mercado de produtos de controle de ponto e acesso.

Assim como a empresa, o Museu do Relógio também nasceu da paixão de Dimas de Melo Pimenta por relógios. Desta forma, o museu se inicia com uma coleção particular. Sempre fascinado pelos marcadores de tempo, o professor Dimas acumulou tantas peças que decidiu montar o “Museu do Relógio”. Os primeiros modelos foram adquiridos em 1950. A coleção, atualmente, conta com cerca de 700 relógios dos mais variados modelos, aos quais serão adicionadas quatro “novas” peças.

Desde os tempos de colecionador, sempre no mês de dezembro, o professor apresentava à sociedade as novas peças do acervo, em um evento chamado “Retrospectiva”. A ação foi mantida, mesmo após a coleção ter crescido o suficiente para a fundação do “Museu do Relógio”.

As peças são doadas por pessoas que desejam colaborar com o arquivo do Museu e, algumas vezes, compradas pelo filho de seu fundador, Dimas de Melo Pimenta II. Este ano, dos quatro “novos” relógios há um especial. O Chatelaine de ouro, pérolas e brilhantes, sem dúvida, ocupará o posto de mais belo do acervo.

A peça foi fabricada pela marca suíça Alliez & Berguer, na segunda metade do século XIX. De acordo com um antigo recibo, este exemplar pertenceu à 2ª Imperatriz brasileira – Amélia de Leuchtemberg, esposa de D. Pedro I e posteriormente foi dado de presente, por ela à uma família.

O Museu conta, ainda, com diversos modelos desde os mais simples aos mais sofisticados. Alguns dos primeiros marcadores de tempo, como os relógios de sol, que tiveram seu surgimento por volta de 5000 e 3500 a.C. podem ser conhecidos no Museu.

Peças inusitadas, como relógios de bolso com apenas um ponteiro, relógio com os ponteiros que se movem no sentido anti-horário, um modelo que além de mostrar as horas funcionava como cofre e modelos de fogo, também podem ser encontrados. Um despertador que faz café é sem dúvida um dos mais curiosos e um relógio de bolso alemão do século XVII é a peça original mais antiga.

A Imperatriz - Dona Amélia Augusta Eugênia Napoleona de Leuchtemberg–Beauharnais, Duquesa de Leuchtenberg, foi a segunda Imperatriz do Brasil e Duquesa de Bragança. Era prima por afinidade do imperador Napoleão III.

Passou a infância e parte da juventude na cidade de Munique (Alemanha). Foi oficialmente apresentada à corte da Baviera no Natal de 1828. Em 2 de agosto de 1829, aos dezessete anos, casou-se em Munique, por procuração, com Dom Pedro I, Imperador do Brasil, viúvo desde 1826 – quando morrera a arquiduquesa Maria Leopoldina de Áustria. A cerimônia foi realizada na capela do palácio de Leuchtenberg, estando o noivo representado pelo marquês de Barbacena.

Chegou ao Brasil em outubro de 1829, na fragata Imperatriz. Augusto de Beauharnais, Duque de Leuchtenberg, seu irmão mais velho, a acompanhava. Mais tarde, ele se casaria com Maria da Glória, filha de Dom Pedro e Maria Leopoldina. Data de 5 de novembro o decreto pelo qual D. Pedro I concederia a este único príncipe estrangeiro um título de duque do Império brasileiro, Augusto tornou-se Duque de Santa Cruz.

Ao chegar ao Paço de São Cristóvão, percebendo a falta de protocolo que reinava, impôs à corte o francês como língua oficial e o protocolo de uma corte européia. Ele tentou trazer para junto de si, no Palácio, a Duquesa de Goiás, filha de sua amante, a Marquesa de Santos. Mas Dona Amélia impediu.

Após a abdicação de D. Pedro I ao trono do Brasil, D. Amélia, grávida, acompanhou-o à Europa. Ela deu à luz a D. Maria Amélia de Bragança. Na França, estabeleceu residência em Paris, com sua enteada, a rainha - sem trono - de Portugal, D. Maria da Glória e com D. Isabel Maria, Duquesa de Goiás, que acabou adotando por filha.

Enquanto isso, D. Pedro I lutava contra o seu irmão, D. Miguel, pelo trono português, em nome de sua filha, D. Maria da Glória. Quando alcançou o intento, foi residir em Lisboa, com a esposa. Com o falecimento de D. Pedro, ela dedicou-se a obras de caridade e a cuidar de sua única filha.

Por volta de 1850, D. Amélia retornou à Baviera com D. Maria Amélia que, ao contrair tuberculose, fez com que se mudassem para o Funchal, na Ilha da Madeira, onde morreu aos 22 anos. Depois do falecimento da menina, a imperatriz voltou para Lisboa, onde morreu, aos 64 anos. Seus restos mortais jazem na Cripta Imperial do Monumento à Independência do Brasil, em São Paulo.

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