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26/02/2011 - 09:56

Petrobras fecha 2010 com lucro recorde de R$ 35,1 bilhões


O lucro líquido aumentou 17% em relação a 2009 e Ebitda atingiu de R$ 60 bilhões 323 milhões, a produção total de petróleo e gás natural aumentou 2% em relação a 2009, atingindo a média de 2 milhões 583 mil barris/dia, a entrada em operação de seis novos sistemas de produção e duas unidades de tratamento de gás natural. As reservas provadas encerraram o ano em 15,986 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) pelo critério SPE/ANP. O Índice de Reposição de Reservas (IRR) ficou em 229% e a relação reserva-produção em 18,4 anos. Os investimentos totalizaram R$ 76 bilhões 411 milhões, e foram 8% superiores a 2009, com foco no aumento da capacidade de produção de petróleo e gás natural, na melhoria do parque de refino e na infraestrutura do gás natural. Em 2010, a alavancagem líquida reduziu de 31% para 17% e a dívida líquida/Ebitda passou de 1,23x para 1,03x, decorrentes do processo de Capitalização realizado em set/10, e a proposta de distribuição de dividendos e juros sobre capital no montante de R$ 11 bilhões 728 milhões (R$ 7 bilhões 945 milhões já foram antecipados ao longo de 2010).

De acordo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa,, em coletiva com jornalistas no dia 25 de fevereiro (sexta-feira), o lucro líquido do ano cresceu 17% – O lucro líquido consolidado de 2010 atingiu o valor recorde de R$ 35 bilhões 189 milhões, como resultado de um aumento do lucro bruto (R$ 77 bilhões 222 milhões) que foi impulsionado por um maior volume de vendas de derivados (+11%) assim como pelo efeito das cotações de petróleo mais elevadas sobre as exportações e produção internacional. Adicionalmente, a valorização cambial contribuiu para o aumento do lucro, gerando impacto positivo no resultado financeiro líquido (variação positiva de R$ 2 bilhões 725 milhões) e no resultado atribuível a acionistas não controladores (variação positiva de R$ 2 bilhões 581 milhões). Também contribuiu para o resultado a elevação da participação do óleo nacional na carga processada (de 79% para 82% em 2010) e a maior utilização da capacidade nominal das refinarias, cuja média em 2010 foi de 93%.

A geração de caixa operacional, medida pelo indicador Ebitda, atingiu seu valor recorde de R$ 60 bilhões 323 milhões. Os dividendos propostos totalizaram R$11 bilhões 728 milhões, dos quais R$ 7 bilhões 945 milhões já foram antecipadas aos acionistas ao longo de 2010, na forma de juros sobre capital próprio.

O lucro líquido do 4º trimestre aumentou 24%, alcançando R$ 10 bilhões 602 milhões – Resultado líquido do trimestre foi 24% superior ao do trimestre anterior. Os principais destaques foram: a queda nas despesas operacionais em 11%, menor pagamento de imposto de renda e contribuição social (-34%), devido ao maior provisionamento de JCP, além da redução nos volumes importados de petróleo e derivados (queda de 304 mil barris/dia). Adicionalmente, verificou-se aumento do volume de vendas de gasolina (+9%) e o de querosene de aviação (+6%) em função da maior atividade econômica.

Novas plataformas contribuíram para o aumento da produção – A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e exterior aumentou 2% em relação a 2009, atingindo a média diária de 2 milhões 583 mil barris de óleo equivalente (boed).

No Brasil, a produção total de óleo e gás foi 2% superior em relação a 2009, alcançando o volume de 2 milhões 338 mil boed. A produção de gás aumentou 5% no período, devido principalmente à entrada em operação de novos projetos previstos no Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás). Já a produção de petróleo atingiu seu recorde anual (2 milhões 4 mil barris/dia), diário e mensal em 2010, sustentado pela elevação dos volumes produzidos em plataformas existentes e pela entrada em operação de seis novas unidades de produção (310 mil bpd de capacidade no 4T10).

Como parte do desenvolvimento das áreas do pré-sal da Bacia de Santos, em dezembro de 2010, foi declarada a comercialidade das áreas de Tupi e Iracema, que passaram a ser chamar campo de Lula e Cernambi, respectivamente, marcando o início da fase de produção comercial de ambos os campos. Três anos após a descoberta de Tupi, ocorreu a entrada em operação do primeiro sistema piloto de Lula (Tupi), no pré-sal da Bacia de Santos, com capacidade de 100 mil barris/dia de óleo, contribuindo para o crescimento da curva de produção da Companhia.

O sucesso exploratório obtido na região do pré-sal já começou a contribuir para o crescimento das reservas de petróleo e gás da Companhia. Em 2010, as reservas provadas totalizaram 15 bilhões 986 milhões de boe (critério ANP/SPE), um aumento de 7,5% em relação a 2009, como resultado da incorporação de 1 bilhão 990 milhões de boe, incluindo o Pré-Sal, e de projetos implantados em campos maduros. Estas incorporações mais do que compensaram a produção total de óleo e gás (869 milhões de boe) em 2010. Como consequência, o índice de reposição de reservas alcançou 229% e a relação Reserva/Produção, 18,4 anos, reforçando nossa capacidade de crescimento futuro. Além dos volumes acima referidos, a Petrobras adquiriu o direito de produzir o volume de até 5 bilhões de boe em áreas do pré-sal, através do Contrato de Cessão Onerosa. A produção internacional alcançou 245 mil bpd, representando aumento de 3% em relação a 2009, fruto, em especial, do crescimento da produção de Akpo, na Nigéria.

Investimentos aumentaram 8% em relação a 2009 – Os investimentos realizados em 2010 atingiram o patamar recorde de R$ 76 bilhões 411 milhões, aumento de 8% em relação ao ano anterior e representaram 86% dos investimentos previstos no Plano Anual de Negócios 2010 (PAN 2010).

Do total investido, R$ 32 bilhões 426 milhões foram destinados ao segmento de E&P, com um aumento de 5% sobre 2009. Os investimentos deste segmento visaram ao aumento da produção e das reservas de petróleo e gás natural. Na área de Abastecimento, foram aplicados R$ 28 bilhões 7 milhões, o que equivale a um aumento de 70% em relação ao ano anterior, com destaque para a ampliação da REPLAN e entrada de novas unidades de HDT e coque da REVAP.

Os investimentos em Gás e Energia destinaram-se, sobretudo, à integração das malhas Sudeste- Nordeste de gasodutos, principalmente através do Gasene, que viabilizarão a diversificação e flexibilização das fontes de suprimento de gás natural. Já o investimento na área Internacional teve seu foco nos projetos de exploração e produção em campos na parte americana do Golfo do México, na Nigéria e em Angola.

Em 2010, a Companhia aplicou aproximadamente R$ 1,8 bilhão na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com destaque para a duplicação do Centro de Pesquisas, fundamental para o desenvolvimento de novas tecnologias, especialmente a produção de petróleo no Pré-Sal.

O Plano Anual de Negócios para 2011 (PAN 2011) prevê investimentos no valor total de R$ 93 bilhões 669 milhões. A tabela abaixo apresenta o valor dos investimentos planejados por segmento.

Estabilidade dos preços no mercado doméstico – Em reais, o preço médio de realização (PMR) da Petrobras, em 2010, permaneceu estável em relação a 2009, atingindo R$ 158,43 por barril. O aumento das cotações do óleo no mercado internacional foi parcialmente compensado pela apreciação cambial de 12% no período. No trimestre, a apreciação cambial de 3% compensou, parcialmente, o aumento das cotações do petróleo, mantendo o preço médio de realização estável no período.

Crescimento do fator de utilização das refinarias e maior participação do óleo nacional – Destaca-se no trimestre a utilização de 96% da capacidade nominal das refinarias da Petrobras no país decorrentes dos investimentos em melhorias operacionais. Foram processados 1 milhão 862 mil bpd de petróleo, produzindo 1 milhão 910 mil bpd de derivados, 4% superior ao volume do 3º trimestre de 2010. Do volume total do petróleo processado, 83% vieram dos campos brasileiros. Em 2010, foram utilizados em média 93% da capacidade de refino, com prioridade à produção de diesel.

Expressivo crescimento no volume de vendas no mercado interno – As vendas no mercado doméstico em 2010 foram 13% superiores às de 2009, com destaque para o óleo diesel, gasolina, QAV e gás natural. As vendas de diesel aumentaram 9% em 2010, em função da recuperação da atividade industrial, do aumento da safra de grãos e do consumo gerado pelos investimentos em obras de infraestrutura. O volume vendido de gasolina foi 17% superior devido à recuperação econômica, maiores preços do etanol e à redução do teor de álcool anidro na gasolina em fev/2010. O aumento de 33% nas vendas de gás natural foi devido à expansão do consumo do setor industrial, além da maior participação do gás no acionamento das usinas térmicas. As vendas de QAV aumentaram 19% em decorrência da recuperação econômica.

Balança Comercial da Petrobras impactada pelo aumento das importações de derivados – As exportações de petróleo e derivados em 2010 somaram 697 mil bpd, patamar similar ao verificado em 2009. As importações de derivados, por outro lado, cresceram 96% como reflexo do crescimento na demanda. Com isso, a exportação líquida de petróleo e derivados em 2010 foi reduzida para 82 mil bpd e o saldo financeiro caiu para US$ 1 bilhão 534 milhões, em consequência dos maiores preços de importação.

Custo de extração acompanha o aumento das cotações do óleo – O custo de extração, em reais, manteve-se praticamente estável em 2010 (R$ 17,58). Entretanto, somando-se as participações governamentais, o custo aumentou 10%, influenciado pelo maior preço de referência do petróleo nacional. No 4º trimestre de 2010 houve redução de 6% do custo de extração em função, principalmente, do crescimento da produção de óleo e gás. Em dólares, o custo de extração em 2010 foi de US$10,03/boe, influenciado pela apreciação cambial e pela entrada de novas unidades produtoras.

O custo de refino no país, em 2010, aumentou principalmente em função dos maiores gastos com paradas para manutenção. No 4º trimestre, o maior fator de utilização das refinarias e menores despesas com pessoal possibilitaram a redução de 6% do custo de refino.

Aumento das Disponibilidades da Companhia – O processo de capitalização ocorrido em setembro de 2010 permitiu à Companhia reter R$ 45,5 bilhões em Caixa e em Títulos do Governo. Em 31.12.2010, a disponibilidade total da Companhia somava R$ 55 bilhões 848 milhões, 92 % superior ao valor de 2009. O nível de alavancagem apresentou queda substancial de 31% em 2009 para 17% em 2010. Com isso, a Companhia poderá, nos próximos anos, captar recursos adicionais junto ao mercado bancário e de renda fixa e para a realização de seus projetos sem comprometimento das suas metas de endividamento.

Contribuição econômica ao País – “A contribuição econômica da Petrobras ao país em 2010, medida por meio da geração de impostos, taxas e contribuições sociais, totalizou R$ 64 bilhões 929 milhões, 15% superior ao valor pago em 2009. Desconsiderando o efeito do acordo com a ANP, ocorrido em 2009, referente ao pagamento de participação especial do campo de Marlim, as participações governamentais no país, em 2010, aumentaram 20%, devido ao acréscimo no preço médio de referência do petróleo nacional, que alcançou R$ 123,61 (US$ 70,34), em 2010, contra R$ 105,78 (US$ 54,40) em 2009”, conclui Barbassa.

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