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17/07/2007 - 09:00

Cenários do Rio


Exposição com de pinholes digitalizados, de Bia Finkielsztejn. De 24 de julho até 26 de agosto. De segunda a domingo, das 12h até meia-noite - Entrada franca, na DaConde Arte + Cultura (Lounge, no 2º. piso): Rua Conde de Bernadotte 26, loja 125, Leblon Rio de Janeiro (RJ). - Telefones: (21) 2274-0359 e 2511-5731

Cenários do Rio - O passado e o presente percorrem cenários do Rio de Janeiro e se misturam em arte e técnica na mostra da artista Bia Finkielsztejn.

A exposição Cenários do Rio busca recursos que ficaram no tempo e os conjuga com o momento atual da artista para mostrar uma visão original de parte da cidade maravilhosa, como a Urca, expondo detalhes arquitetônicos percebidos através das abstrações captadas das paisagens. Como resultado, a obra de Bia Finkielsztejn expõe de forma lúdica história e estória.

Lançando mão de pinhole, um processo alternativo de se fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais, Bia capturou cenas do seu Rio de Janeiro natal, promovendo um resultado artístico final que associa fotografia e digigravura (gravuras digitais, elaboradas a partir dos pinhole originais), nos 16 pinholes digitalizados expostos, todos de pequenos formatos. Pouco conhecida do público, pinhole é uma técnica na qual a fotografia acontece sem a presença de lentes, componente das máquinas fotográficas convencionais. Um furo (pinhole significa buraco de alfinete) possibilita a formação da imagem em um recipiente ou espaço vedados da luz, conforme uma lei física conhecida pelo homem desde a antiguidade.

Antes do surgimento da fotografia (ocorrido no séc. XIX), as projeções pinhole eram instrumento científico de visualização de astrônomos; nas artes, serviam de molde para os pintores paisagistas. Na sua pesquisa, Bia Finkielsztejn constatou uma interessante coincidência, conforme conta: “Apenas recentemente pude perceber a relação do processo fotográfico de pinhole com o meu trabalho atual: o planejamento da 'câmara escura' e a surpresa do 'acaso', pois, da mesma forma me relaciono com a pintura: preparo o ambiente, as tintas e o 'modo de pintar'. A pintura é conseqüência do 'acaso', que não por acaso (e 'nada é por acaso?!') o processo toma importância”. A artista prossegue, “O pinhole, me parece hoje, ter sido uma etapa para meu trabalho atual: imagens abstratas capturadas através de 'geringonças' com um ou mais 'buracos de agulha', e somente posteriormente, a intenção”.

Concluindo, Bia afirma que “O pinhole no seu contexto de trabalho é um minúsculo ponto de luz, suficiente para abrir-se um universo de possibilidades. E ali viajo”.

Graduada em Design Têxtil pela Shenkar School of Engeneering and Design, em Israel, Bia Finkielsztejn é mestre em Design pelo departamento de Artes e Design da PUC-Rio. Integrou exposições coletivas como A Cara do Rio (no Centro Cultural dos Correios, em 20006/2007); Zona Oculta (no Cedim e no Sesc, 2007); Universidarte (anos 2001/2002/2004); Ateliê da Imagem (em 2000); The Last Tribe (em Tel-Aviv, em 1993); e Caminhos (na ESDI, em 1984); além de individuais no Espaço Cultural CREA (2004) e no Espaço Cultural Leblon (2003). Site da artista: www.biaf.com.br, contato com Bia Finkielsztejn, pelo telefone (21) 2513-3160.

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