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01/06/2010 - 10:15

Golfo do México - lições a aprender


“Em relação à matéria publicada, dia 26 de maio, na Agência Petrobras de Notícias e veiculada dia 27 de maio (quinta-feira), pelo Fator Brasil, a Coppe esclarece: O vazamento de óleo no Golfo do México tem mobilizado professores e alunos da Coppe e levantado questões quanto à importância da prevenção e da contingência nas operações de perfuração de poços de petróleo em águas profundas. Não podemos ignorar a gravidade dos fatos. O momento é de aprendermos com as lições deste acidente.

Embora ainda não tenhamos detalhes sobre o que ocorreu, a descrição dos eventos que precederam o acidente e o consequente vazamento de óleo revelam que os mecanismos de prevenção para a segurança na operação falharam. É indiscutível que o blowout preventer (BOP), principal equipamento para segurança da operação, não atuou na emergência para o fechamento do poço.

As medidas empregadas há mais de um mês para conter o vazamento de óleo no Golfo do México se revelaram improvisadas e ineficazes. A indústria do petróleo mostrou que não possui um procedimento devidamente testado para intervenções que interrompam vazamentos dessa magnitude em águas profundas.

Reafirmamos que o aumento da profundidade implica maiores riscos na operação. Isso é constatado por estudos da Coppe e respaldado por dados levantados em campo que constam de relatórios técnicos internacionais e que mostram a relação entre aumento da taxa de falha dos componentes do BOP e o aumento da profundidade de instalação. Esse indicativo reforça a necessidade de avaliarmos os níveis de confiabilidade dos BOPs em operação.

Os esforços da Petrobras com a segurança de suas operações e a competência do seu corpo técnico são reconhecidos pela nossa comunidade. A Coppe confia na capacidade da empresa em responder a essas questões que, embora complexas, poderão ter soluções viabilizadas em tempo hábil para não suscitar dúvidas quanto à segurança e proteção ambiental requeridas para a exploração em águas cada vez mais profundas. Mas não podemos subestimar os riscos e ignorar as lições desse acidente.

Consideramos que no Brasil os esforços exploratórios das reservas do pré-sal devam ter continuidade, mas entendemos também que a indústria do petróleo precisa avançar no aperfeiçoamento dos procedimentos de segurança. Sabemos que atuar na fronteira do conhecimento implica riscos e incertezas. Para avançar, no entanto, é necessário reconhecer a existência do problema e ter a abertura necessária para uma análise crítica. Esse é o primeiro passo”.

. Por: Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe/ UFRJ.

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