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25/05/2007 - 08:02

Pulseira eletrônica para presos é apresentada no Rio de Janeiro


A demonstração da pulseira eletrônica para monitoramento de presidiários em regime semi-aberto ou beneficiados por indultos, realizada nesta quarta-feira, na sede do Grupo Negrini, no Rio de Janeiro, foi um sucesso e atraiu a atenção da imprensa. O produto, fabricado pela americana STOP – Satelite Tracking of People, será representada no Brasil pela Ciltronics, do Grupo Negrini. As pulseiras, já são utilizadas nos Estados Unidos, em 32 dos 50 Estados, França e Austrália.

Greg S. Utterback, presidente da STOP, Ariston Oliveira, diretor da Ciltronics nos Estados Unidos, Luiz Eduardo Negrini, diretor da Ciltronics e Pedro Paulo Negrini, presidente do Grupo Negrini, fizeram a demonstração da pulseira ao mercado brasileiro.

"O controle de presos através do sistema permitirá um eficaz enxugamento do sistema carcerário no país, acarretando inevitável economia e sensível diminuição da criminalidade", comentou Negrini, que é advogado criminalista. Ele destacou o caráter educativo do sistema: “o dispositivo representa para o presidiário um lembrete de que lhe foi dado uma chance, ou seja, um privilégio de não estar atrás das grades, apesar de estar vivendo em sociedade, ele é uma pessoa submetida à vigilância 24 horas e que por isso, tem que respeitar as regras impostas pelo Estado. A utilização da tornozeleira auxilia também na modificação do comportamento do preso, que é sempre lembrado de que ele tem um acordo celebrado com o Estado”, analisa o criminalista, presidente do Grupo Negrini.

Outros aspectos importantes levantados pela direção da Ciltronics/Grupo Negrini são: o uso da tornozeleira permite que presos de potencial ofensivo pequeno ou médio possam viver em sociedade, trabalhar, gerar recursos, sem colocar em risco a vida e a segurança dos demais cidadãos e impede a possibilidade de fugas das cadeias e presídios. No Brasil, é grande a expectativa das autoridades de segurança pública pela aprovação do Congresso. A utilização das pulseiras pelos presidiários já foi aprovada pela Comissão do Senado e será debatida na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal no próximo dia 19 de junho.

O dispositivo da STOP é composto de um único módulo com bateria acoplada, o que o torna discreto, quase que invisível, quando utilizado no tornozelo, evitando qualquer tipo de constrangimento ao preso. Exige apenas duas cargas de 30 minutos por dia e antes mesmo que a bateria termine emite uma vibração para informar ao preso, caso ele esqueça, que é necessário recarregá-la, pois a mesa de monitoramento da Ciltronics perceberá qualquer violação. Além disso, o equipamento pode limitar a área de circulação do preso, através de uma “cerca virtual”, programada e cadastrada em computador, que emite sinais caso o preso saia da esfera delimitada previamente.

Sérgio Pergolaro, engenheiro da Ciltronics, acrescenta que o dispositivo poderá ajudar o Ministério Público no controle da locomoção dos presos para as audiências na Justiça, quando um verdadeiro aparato bélico caro é montado para monitorar os presos. “Além disso, todo o processo de monitoramento é terceirizado e feito em computador e o nosso banco de dados pode ser acionado pelas Polícias Civil, Militar e Secretaria de Segurança Pública”.

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