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23/01/2010 - 07:14

Braskem adquire a Quattor e se prepara para a expansão internacional


Bernardo Gradin, presidente da Braskem

A integração vai permitir que a empresa seja mais competitiva globalmente e consolide sua presença nas Américas.

São Paulo – A Braskem anuncia a conclusão das negociações para a aquisição da Quattor, por meio de um Acordo de Investimento celebrado hoje entre Odebrecht, Petrobras, Braskem e Unipar. O Acordo permitirá à Petrobras consolidar seus principais ativos petroquímicos na Braskem, que se manterá como empresa privada de capital aberto e ampliará sua capacidade de competir globalmente.

A consolidação dos ativos posicionará a Braskem como a maior empresa petroquímica das Américas em capacidade de resinas termoplásticas (PE, PP e PVC), colocando-a em um novo patamar de escala e eficiência para fazer frente aos desafios do mercado internacional. Listada em 3 bolsas (BM&FBovespa, NYSE e Latibex), a empresa passa a ter faturamento anual de R$ 26 bilhões. Com integração entre 1ª e 2ª geração petroquímica, suas 26 plantas, localizadas em cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas), terão capacidade para processar 5,5 milhões de toneladas/ ano de resinas.

José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras

“A consolidação da primeira e segunda gerações petroquímicas, que são intensivas em capital, cria condições para que a indústria brasileira seja protagonista naquele que é um dos setores globais mais desafiadores e competitivos, o mercado de resinas termoplásticas. Além disso, viabiliza os investimentos necessários para acompanhar o crescimento da economia nacional”, afirma Bernardo Gradin, presidente da Braskem. “A criação de uma empresa com porte e vocação globais está em linha com a crescente inserção do Brasil no mercado internacional”, acrescenta.

A operação está avaliada em R$ 700 milhões, incluindo os valores relativos à aquisição das empresas Polibutenos e Unipar Comercial pela Braskem, que também assumirá compromissos da Unipar junto ao BNDESPar.

Newton de Souza, diretor executivo da Odebrecht

Adicionalmente, um Acordo de Associação celebrado entre Petrobras, Odebrecht e Braskem confere à Braskem o direito de preferência em participar como sócia dos projetos do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro – Comperj – e do Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco. Tais projetos, já em execução, vão aumentar de forma expressiva a oferta de petroquímicos básicos no país, bem como a de resinas.

Dentre as etapas da operação estão previstas: (1) a criação de uma holding, na qual Odebrecht e Petrobras aportam suas ações e realizam capitalização de R$ 3,5 bilhões; (2) segue-se um aumento de capital na Braskem em um valor entre R$ 4,5 e R$ 5 bilhões por parte das atuais acionistas de Braskem, sendo que Odebrecht e Petrobras participariam, através da Holding criada, com os R$ 3,5 bilhões nela aportados na etapa (1); (3) aquisição pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Unipar e de outras participações da Unipar; (4) a incorporação pela Braskem das ações da Quattor detidas pela Petrobras.

O aumento de capital reforçará a estrutura da empresa permitindo maior flexibilidade financeira para continuar seu programa de investimento e de internacionalização.

Segundo o presidente da Braskem, com a integração de plantas modernas e competitivas, complementação e diversificação geográfica (unidades em cinco Estados) e de matérias-primas (nafta, etano, propano, HLR, propeno de refinaria e etanol), a Braskem terá ganhos de escala, maior flexibilidade e eficiência operacional.

O Acordo de Investimento será remetido à apreciação do CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, com o oferecimento voluntário de um Acordo para a Reversibilidade da Operação – APRO.

Gradin afirma que a Braskem dará continuidade ao seu projeto de internacionalização, combinando vocação para o crescimento com capacidade para investir e competir globalmente. “Teremos um impacto positivo na relação de proximidade com nossos Clientes por meio de uma integração maior na cadeia produtiva, do acesso a serviços de alto valor agregado, a tecnologias inovadoras e investimentos consistentes em pesquisa e desenvolvimento”.

A empresa manterá os melhores padrões de governança corporativa vigentes no mercado internacional, fundamentados em: transparência e autonomia da gestão executiva; busca de resultados consistentes para os acionistas; compromisso com a melhoria da competitividade de toda a cadeia produtiva e com a promoção do desenvolvimento sustentável.

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